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Gerar o Plano de Voo Operacional

Desenhe a área do seu voo no mapa e gere o documento que mostra, em uma folha, onde e como você vai operar.

7 min de leituraICA 100-40, Art. 22 (FPL)

O que você vai conseguir

Um PDF com o desenho da sua área de voo no mapa, os dados da operação e a lista dos equipamentos que você vai usar — tudo em um documento só, assinado por você.

É o documento que responde de forma visual à pergunta "onde exatamente você vai voar?".

Quando você precisa disso

Em três situações principais:

  • Quando o aeródromo pede. Muitos aeroportos e helipontos querem ver o desenho da área antes de aceitar a coordenação.
  • Quando o cliente pede. Uma prefeitura, uma construtora ou um condomínio costuma querer o mapa da operação por escrito.
  • Quando a operação é grande. Se você vai cobrir uma área extensa, ter o desenho evita mal-entendido depois.

Dica

Não confunda com o FPL, sigla de Flight Plan — o plano de voo formal da aviação tripulada, apresentado ao controle de tráfego aéreo. O Plano de Voo Operacional do DroneCoord é um documento seu, da sua operação com drone.

Antes de começar

Você precisa de:

  • O drone cadastrado (e os acessórios, se quiser que apareçam na lista).
  • 1 crédito.
  • Saber o endereço ou as coordenadas do local do voo.

Passo 1: Abrir o formulário

Vá em Plano de Voo no menu e clique em Gerar plano.

Formulário do Plano de Voo Operacional.
Formulário do Plano de Voo Operacional.

Passo 2: Preencher os dados da operação

Diga o que você vai fazer, onde e quando. Os mesmos campos que você já conhece dos outros documentos.

Exemplo preenchido

Nome da operação: Levantamento aerofotogramétrico do loteamento Vila Nova Local: Estrada do Cocho, s/n — Sorocaba, SP Data: 03/10/2026 Horário: 08:00 às 12:00 Altura máxima: 100 m Piloto: João da Silva — CPF 123.456.789-00

Passo 3: Desenhar a área no mapa

Esta é a parte que faz a diferença. O app abre um mapa com um editor de desenho. Você tem cinco ferramentas:

  • Círculo — perfeito para voo de ponto fixo. Marque o centro e arraste para definir o raio.
  • Retângulo — ideal para mapeamento de terreno ou telhado.
  • Seta — mostra a direção do voo, ou o sentido de uma faixa que você vai percorrer.
  • Pin — marca pontos importantes: decolagem, pouso, ponto de emergência, onde fica o observador.
  • Texto — escreve etiquetas direto no mapa, como "área isolada" ou "linha de alta tensão".
Diagrama pronto: retângulo vermelho tracejado delimitando a área de voo, rotas em laranja e o pin do ponto de pouso/decolagem.
Diagrama pronto: retângulo vermelho tracejado delimitando a área de voo, rotas em laranja e o pin do ponto de pouso/decolagem.

Exemplo preenchido

Retângulo cobrindo o loteamento (aprox. 400 m x 250 m) Pin verde: ponto de decolagem — portaria do loteamento Pin vermelho: pouso de emergência — campo de futebol ao lado Texto: "Rede elétrica na divisa oeste — manter 30 m de afastamento" Seta: sentido das faixas de voo (norte → sul)

Dica

Desenhe a área um pouco maior do que você planeja voar. Se o vento empurrar o drone alguns metros, você ainda está dentro do que declarou.

Passo 4: Escolher os equipamentos

Marque quais drones e acessórios entram nesta operação. Diferente do ARO, aqui os acessórios aparecem também: bateria extra, rádio, óculos.

Eles vão para uma tabela no PDF, com fabricante, modelo, número de série e o código SISANT do drone.

Passo 5: Gerar e assinar

Revise e clique em Gerar plano. O app desconta 1 crédito, monta o PDF com o desenho do mapa em destaque e a tabela de equipamentos.

Clique em Assinar para carimbar o documento com o seu selo.

Cuidado

Depois de assinado, o plano não pode ser editado. E o PDF sai do servidor 60 dias depois da assinatura — baixe e guarde a sua cópia.

O que diz a norma

O que diz a norma

ICA 100-40, Art. 22 (FPL)

A ICA 100-40 é a instrução do DECEA que organiza o uso do espaço aéreo por drones. O artigo 22 trata da apresentação de plano de voo (FPL) — exigido para certos tipos de operação, principalmente as que acontecem em espaço aéreo controlado ou fora dos limites simplificados. Na prática, para a maioria dos voos de drone o plano formal ao controle não é exigido, mas o registro escrito e desenhado da sua operação é o que dá segurança à coordenação com o aeródromo e resposta rápida se alguém questionar onde você estava voando.

Erros comuns

  • Desenhar só um ponto. Um pin sozinho não mostra a área. Use círculo ou retângulo para delimitar de verdade onde o drone vai estar.
  • Área menor que a real. Se você declarar 100 m de raio e voar 300 m, o documento vira prova contra você.
  • Esquecer os obstáculos. Rede elétrica, torre, antena e árvore alta merecem um pin ou um texto no mapa.
  • Não marcar o pouso de emergência. É a informação que mais interessa a quem lê o plano em uma emergência de verdade.
  • Gerar o plano antes de decidir o local. Documento assinado não se edita. Confirme o endereço primeiro.

Depois disso

Agora que você conhece os três documentos de risco e área, vale entender qual deles o seu voo realmente exige. É o próximo artigo.